O PORTUGUÊS ARCAICO – UMA APROXIMAÇÃO

(Fonologia, morfossintaxe, sintaxe e léxico)

Rosa Virgínia Mattos e Silva

IL-UFBA/CNPq

 

 

1 Motivação

            A motivação para voltar a escrever um livro sobre o período arcaico da língua portuguesa se deve ao convite do Professor Doutor Ivo Castro da Universidade (Clássica) de Lisboa para colaborar com um livro sobre essa temática na Série Filologia Portuguesa, que ele coordena, na editora Imprensa Nacional – Casa da Moeda de Portugal.

            Nessa recente Série já foram publicados de Elsa Gonçalves, Cancioneiros dos trovadores do mar (1999) e de Rita Marquilhas, A faculdade das letras. Leitura e escrita em Portugal do séc. XVII (2000) e outros já estão no prelo, como a edição de documentos notariais portugueses do século XIII ao XVI, de Ana Maria Martins, da Universidade de Lisboa; um estudo sobre o gramático Amaro de Roloredo do século XVII, de Marina Kosarik da Universidade de Moscou; a edição traduzida e atualizada do clássico estudo de Paul Teyssier, La langue de Gil Vicente, catedrático aposentado da Universidade de Paris. Diante de tal convite, nasceu a motivação para voltar a escrever um livro abrangente sobre o português arcaico, período da língua portuguesa, a que nunca deixei de me dedicar, como pesquisadora individual desde a edição do Livro das Aves (1965), que realizei como colaboradora do professor Nelson Rossi e, a partir de 1991, continuei, na companhia de pesquisadores do Programa para a história da língua portuguesa (PROHPOR).

 

2 Justificativa

            Apesar de já ter escrito três livros sobre o português arcaico: Estruturas trecentistas: elementos para uma gramática do português arcaico (1989), estudo descritivo e exaustivo, centrado na morfossintaxe de um longo texto do século XIV, por mim editado – A mais antiga versão portuguesa dos ‘Quatro livros dos Diálogos de São Gregório’ (1989); O português arcaico: fonologia (1991) e O português arcaico: morfologia e sintaxe (1994), ambos na coleção Repensando a língua portuguesa, da editora Contexto, livros que têm uma orientação de natureza divulgativa, como todos os da referida coleção, com o público alvo de estudantes e professores dos Cursos de Letras, este Projeto para um outro livro sobre o português arcaico justifica-se pelo argumento seguinte: a partir dos anos oitenta do século XX, houve um retorno ao interesse pelos estudos histórico-diacrônicos, tanto pela via da Sociolingüística laboviana, com a sua teoria da variação e mudança, como pela via do gerativismo diacrônico, que passou a se interessar pela mudança das línguas, como argumento para a construção de uma “teoria da gramática”, mais recentemente, pela via do funcionalismo, sobretudo no que se refere aos estudos de gramaticalização.

            Com esse retorno, novos pesquisadores começaram a se dedicar ao passado da língua portuguesa, tanto no Brasil, como em Portugal, também lusitanistas estrangeiros. Assim sendo, pesquisas novas e renovadas, em termos teórico-metodológicos, sobre o período arcaico do português foram se desenvolvendo, não só no Brasil como em Portugal e em outros lugares, em geral em forma de teses e dissertações, em geral inéditas, além de artigos e comunicações em periódicos e congressos da especialidade. Também, com o Retorno à Filologia (Castro 1995), novas edições de textos medievais ou do período arcaico vêm sendo publicadas e outras re-editadas. E, para a análise lingüística do passado, a base fundamental empírica são os documentos do passado essenciais, em edições confiáveis para estudos lingüísticos, já que, quase sempre, é impossível trabalhar sobre os manuscritos originais.

            Justifica-se assim este Projeto, uma vez que sua intenção principal é, com base no já feito nos livros referidos e em artigos que tenho escrito sobre o período arcaico, nesses últimos anos, pretendo utilizar o que vários outros pesquisadores, nessa última década, têm desvendado sobre o primeiro período em que a língua portuguesa aparece escrita e que pode se situar dos inícios do século XIII, ou mesmo antes, veja-se o artigo de Ana Maria Martins – Ainda ‘os mais antigos textos portugueses’ (1999) e prolonga-se pelo século XVI, sendo uma data significativa para o início do período moderno, para outros clássico, os anos de 1536/1540, início da gramatização da língua portuguesa (cf. Castro et alii 1991: 243-248 e Mattos e Silva 1994: 247-273).

            A razão de ter intitulado o ProjetoO português arcaico – uma aproximação deve-se ao fato de que a uma introdução preferi uma aproximação, porque, no primeiro caso parecia que tinha a pretensão de estabelecer “verdades” sobre esse tempo recuado da língua portuguesa, o que pretendo, contudo, é, com base no já existente e na pesquisa desses últimos anos, com novos dados e renovadas interpretações, uma aproximação do que seriam os fatos lingüísticos focalizados no Projeto. Para tomar essa decisão, foi importante a reflexão de William Labov nos seus Principles of linguistic change em que diz:

“A tarefa da lingüística histórica é explicar as diferenças entre o passado e o presente; mas sendo o passado diferente do presente, não há como saber quão diferente ele foi” (1994: 21. Tradução minha).

            Assim, uma aproximação me parece a designação mais adequada ao que pretendo.

 

3 Objetivos

            O objetivo final do Projeto é a realização de um livro de teor abrangente sobre a língua portuguesa no período arcaico (sécs. XIII a 1536/1540).

            O objetivo geral é reunir e interpretar o conhecimento tradicional e recente sobre vários aspectos relativos do português no seu primeiro período documentado.

            Os objetivos específicos se referem às partes em que o Projeto está estruturado, ou seja, uma parte introdutória, em que se discutirão questões gerais relativas à documentação remanescente do período arcaico e às fontes bibliográficas para o seu estudo, e quatro partes relativas, respectivamente, à fonética/fonologia; morfossintaxe; sintaxe e léxico do português arcaico.

 

4 Metodologia, conteúdo do Projeto, base teórica das análises

4.1 Hipóteses

            A hipótese diretora da pesquisa é a de que, sendo o passado diferente do presente, dele só é possível aproximar-se, com base na documentação remanescente, norteada por teorias e análises próprias à Lingüística Histórica. A hipótese conseqüente à anterior é a de que, sendo o presente do português continuador do seu passado, será ele referência indispensável para olhar o passado.

            Tendo como ponto de partida os três livros já realizados por mim sobre o período arcaico (1989, 1991, 1994) e artigos e comunicações sobre a temática por mim escritos, a partir de 1971, utilizar-se-á a bibliografia recente sobre o português arcaico, a que temos e teremos acesso, para ampliar vários aspectos do que foi abordado nas publicações antes referidas e introduzir outros de que essas publicações não tratam.

            Da bibliografia recente, os títulos mais numerosos se referem à morfossintaxe e sintaxe, como, por exemplo e em ordem cronológica, as teses ou dissertações: Lobo (1993); Ribeiro (1995); Martins (1996); Carneiro (1996); Nolasco de Macedo (1996); Carvalho (1996); Costa (1999); Barreto (1999); Poggio (1999); Silva (2000); Cardeira (1999); Muidine (2000); Machado Filho (2000). Sobre aspectos da fonologia, o livro de Massini-Cagliari (1999). Sobre o léxico, o livro de Garera-Sabell Tormo (1990) e a tese de Azevedo (1994). Além de artigos e comunicações significativos, que não enumerarei todos, mas aqui destacarei, em ordem cronológica, Kremer (1993, 1995), Faraco (1996), Martins (1999), Castro (1999), Emiliano (1997 e 2001). Além da documentação remanescente do período arcaico e da bibliografia pertinente sobre ele, o português do presente será, certamente, uma referência que norteará o olhar que, a partir dos resultados atuais, entreverá neles o português do passado período arcaico.

 

4.2 Estrutura e conteúdo do Projeto

            O Projeto está estruturado em cinco partes ou capítulos, cujos conteúdos estão descritos a seguir:

 

¨         A parte primeira ou Capítulo I, de natureza introdutória ou geral, abrangerá os itens seguintes:

1. Questões referentes aos limites inicial e final do período arcaico;

2. As subdivisões possíveis do período arcaico (1ª. e 2ª. fases ou português arcaico e português médio);

3. Sobre os textos inaugurais do período arcaico;

4. Fontes documentais primárias e secundárias para o conhecimento empírico do português arcaico;

5. Tipologia da documentação remanescente do período;

6. Sobre os estudos lingüísticos tradicionais e recentes sobre o período arcaico;

7. Do escrito para o falado: esclarecimentos e questionamentos.

 

¨         A segunda parte ou Capítulo IIFonética/Fonologia abrangerá os seguintes itens:

1. Sobre a abordagem teórico-metodológica aplicada;

2. O sistema vocálico e as variantes fonéticas, em que se tratará das vogais em posição acentuada, não- acentuada, em posição interna e final dos vocábulos; das seqüências vocálicas orais (ditongos e hiatos) e das nasalizações (vogais, hiatos, ditongos);

3. O sistema consonântico e as variantes fonéticas, em que se abordará o sistema latino em confronto com o do português arcaico (as diferenças na distribuição medial, inicial e final); as variações e o sistema consonântico do português arcaico; lenizações, consonantizações e palatalizações do latim imperial aos inícios do português arcaico;

4. Informações explícitas sobre a fonética/fonologia do português de 1536 (com base no primeiro gramático do português, Fernão de Oliveira) e, por fim, o item

5. Sobre a prosódia – acentuação e ritmo no período arcaico.

 

¨         A parte terceira ou Capítulo IIIMorfossintaxe abrangerá os seguintes itens, sub-divididos em duas subpartes: a. O nome e o sintagma nominal e b. O verbo e o sintagma verbal. Na subparte a, tratar-se-á de:

1. Sobre a abordagem teórico-metodológica aplicada;

2. Sobre o nome e o sintagma nominal, em que se tratará da morfologia e estrutura, a partir do latim para o português; as classes mórficas dos nomes (vogal temática, gênero e número);

3. Os determinantes (artigos, demonstrativos, possessivos);

4. Os quantificadores (definidos, indefinidos e não exclusivos dos nomes);

5. Qualificadores adjetivais.

Na subparte b, tratar-se-á de:

1. O verbo do latim para o português;

2. Os verbos de padrão geral ou regulares (classes mórficas: vogal temática, modo/tempo – morfologia; variações na representação dos lexemas);

3. Os verbos de padrão especial ou irregulares (os quatro subgrupos), e a vogal temática e verbos de padrão especial;

4. Seqüências verbais (ser/haver/ter e particípio passado e a questão do tempo composto ser, jazer, andar e gerúndio; verbos mais infinitivo);

5. Qualificadores e quantificadores verbais e questões referentes à gramaticalização de advérbios e locuções adverbiais.

 

¨         A quarta parte ou Capítulo IVSintaxe abrangerá os seguintes itens:

1. Sobre a abordagem teórico-metodológica aplicada;

2. Os predicadores (existenciais, atributivos, intransitivos, transitivos);

3. O sujeito e suas formas de expressão;

4. A concordância verbo-nominal;

5. Complementos e adjuntos (preposições em sintagmas complemento e em sintagmas adjuntos e questões sobre a gramaticalização de preposições e locuções prepositivas;

6. Pronominais (pessoais, adverbiais, de tratamento e a questão da emergência do “Vossa mercê”);

7. Conexão de frases (subordinação completiva, relativa, circunstancial e questões sobre a gramaticalização de itens conjuncionais);

8. A ordem dos constituintes (os componentes básicos da sentença e a posição dos clíticos pronominais).

 

¨         A quarta parte ou Capítulo V – O léxico abrangerá os seguintes itens:

1. Sobre a abordagem com base na sócio-história e na produção escrita no período arcaico;

2. A formação do espaço românico galego-português até 1214: o léxico dos primeiros documentos escritos;

3. As marcas árabes e moçárabes no léxico arcaico;

4. O léxico da produção poética dos fins do século XII aos meados do XIV;

5. A definição do português como língua nacional e oficial: o léxico na produção escrita entre fins do século XIII à Dinastia de Avis no século XV;

6. De 1500 a 1540: o léxico na transição do período arcaico para o moderno.

 

A estrutura do Projeto é a acima apresentada; para as partes referentes à fonética/fonologia (Cap. II), morfossintaxe (Cap. III), sintaxe (Cap. IV), será utilizado, pelo menos, parte do já feito nos meus livros já referidos (1989, 1991, 1994). As partes I e V serão inteiramente novas, sobretudo, a parte V.

 

4.3 Base teórico-metodológica do Projeto

            Partir-se-á sempre de uma base de análise descritiva (cf. Mattos e Silva 1989) e, a depender do tópico sob análise e da bibliografia, a ele referente, disponível; utilizar-se-á da metodologia qualitativa, de inspiração laboviana; da teoria funcionalista sobre gramaticalização (cf., como síntese, Castilho 1997) e de aspectos interpretativos gerativistas, sobretudo no que se refere ao item 9 da quinta parte, sobre a ordem sintática (cf. Lightfoot 1991, Ribeiro 1995, Martins 1994).

            O fundamento teórico-metodológico não é eclético, talvez heterodoxo, mas perto da compreensão de que, para a interpretação dos fatos lingüísticos do passado, deve-se conjugar teorias e métodos conviventes em lingüística contemporânea, a depender do fato sob análise e da bibliografia disponível sobre ele. A abordagem de cada uma das partes mencionadas será explicitada, para que fique claro o percurso de pesquisa seguido e para que fique claro que a convergência de abordagens teóricas é intencional, e, a meu ver, no caso deste Projeto, necessária.

 

5. Forma final do Projeto

            Como já foi dito no início, cf. item 1 e no Objetivo final, a intenção é a construção de um outro livro sobre o português arcaico, que seja de utilidade para os estudantes e estudiosos do português no seu período arcaico. No transcorrer da pesquisa, comunicações e assemelhados serão apresentados nos eventos da especialidade.

 

6 Cronograma

1. De março de 2002 a março de 2003:

·        Ampliação do já por mim feito sobre fonética/fonologia, morfossintaxe e sintaxe do português arcaico.

2. De março de 2002 a março de 2004:

·        Elaboração das partes completamente novas (I e IV)

·        Redação final

 

 

 

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